Segredos, lendas e parafusos soltos da era 8 e 16 bits
De um easter egg que era protesto trabalhista até uma lenda urbana que nunca existiu — reunimos 10 histórias reais (e bem estranhas) por trás dos jogos clássicos.
Segredos, lendas e parafusos soltos da era 8 e 16 bits
De um easter egg que era protesto trabalhista até uma lenda urbana que nunca existiu — reunimos 10 histórias reais (e bem estranhas) por trás dos jogos clássicos.
O primeiro easter egg da história foi um protesto
Adventure, Atari, 1979–1980
Warren Robinett escondeu seu nome numa sala secreta porque a Atari não creditava programadores nos jogos. Nascia ali o conceito de easter egg, que viraria tradição na indústria.
O Konami Code nasceu porque um dev achou o próprio jogo difícil demais
Konami, 1986
Kazuhisa Hashimoto criou o código para testar Gradius com todos os power-ups liberados e esqueceu de removê-lo antes do lançamento. Virou o cheat code mais famoso da história.
A Sega escondeu uma mensagem “assinada pelo Diabo”
Sonic CD, Sega, 1993
Digitando 46, 12 e 25 no Sound Test aparece uma imagem perturbadora de Sonics distorcidos com uma frase em japonês atribuída ao “Diabo”. Um dos easter eggs mais bizarros da era 16-bit.
Mario começou como carpinteiro, não encanador
Donkey Kong, Nintendo, 1981
Chamado de “Jumpman”, ele trabalhava numa obra de construção. Só virou encanador dois anos depois, em Mario Bros., quando ganhou identidade própria.
O Pac-Man é uma pizza com uma fatia faltando
Namco, 1980
Toru Iwatani se inspirou numa pizza sem uma fatia para desenhar o personagem mais famoso dos arcades — uma das origens de design mais simples e geniais dos games.
A lenda do “enterro” de E.T. no deserto era verdade
E.T. the Extra-Terrestrial, Atari, 1983
Milhares de cartuchos encalhados foram enterrados num aterro no Novo México. Em 2014 uma equipe de documentaristas escavou o local e confirmou a lenda, décadas depois.
Polybius nunca existiu — mas virou uma das maiores lendas urbanas dos games
Lenda urbana, anos 1980
A história de um arcade misterioso que enlouquecia jogadores e sumia de madrugada era pura ficção de internet, mas até hoje é citada como fato por muita gente.
A revista EGM pregou uma das maiores pegadinhas dos games em 1992
Street Fighter II, Capcom, 1992
A revista publicou instruções falsas para “desbloquear” o lendário Shen Long. Milhares tentaram o combo impossível antes da desmentida no mês seguinte.
O flicker de inimigos no NES não era bug, era jogo de cintura
Limitação técnica, Nintendo, 1983
O console só renderizava poucos sprites por linha horizontal. Fazer os inimigos “piscarem” ao se aproximar era a gambiarra genial dos devs para contornar o limite de hardware.
Asteroids foi o arcade mais vendido da história da Atari
Atari, 1979
Mais de 70 mil unidades de fliperama vendidas, um recorde que a Atari nunca mais bateu com nenhum outro título da empresa.